sábado, 3 de março de 2012

Os meus três "S"

Saudade, sinusite e sono podem atrasar completamente a vida de alguém. E (quase) não há nada pior quando eles se juntam. Dei conta disto num desses dias em que eu tava muito mais. Mais sonolenta, mais doente e mais cabisbaixa. Cheguei a questionar se não era o ócio, pois é até estranho passar tanto tempo em casa depois de alguns meses onde eu driblava o tempo. Estava vivendo aquela famosa falsa felicidade, até a tristeza me tomar. Foram dias bem silenciosos, mas não pacatos. A quietude estava em mim. E sabe quando aquelas recordações insistem em te perserguir? Pois é. Até pensei que fosse nostalgia, mas depois me dei conta de que o que eu sentia era saudade. À essa altura você deve estar parando por aqui e me julgando tapada. Tudo bem. Mas existe uma linha tênue entre ambas - saudade e nostalgia. Quando lembramos da torta maravilhosa daquela avó que se foi, ou quando lembramos de uma viagem proveitosas. Lembrar com carinho e felicidade, isso é nostalgia. O que me tomou foi uma saudade, daquelas feias e escuras que entristecem. Não era tpm, nem stress. Era só saudade do que poderia ter sido; arrependimento. A sinusite entrou na briga por mim, acababei me rendendo a permanecer em casa, vendo algum filme. O que só aumentou o meu mal estar. Não o físico, o da alma. "O Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças" veio no momento errado. Assisti casualmente, superando minha aversão pelo Jim Carrey. Acho que o que me fez assistir o filme, no início, foi o cabelo azulado da Kate Winslet. Seria meio ridículo pensar na possibilidade de apagar toda a recordação que tens de alguém e que futuramente lhe causará saudade, né? Eu sei, e por isso discordo da atitude dos personagens. Acredito que eu não apagaria as lembranças que tenho, por mais que a saudade machuque. No final das contas, a dor é um mal que convém. E depois de toda a tempestade, o sol volta a raiar. 

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