Não é amor, nem as pessoas que te cercam. Tudo se resume a você. É um egoísmo tão implícito que é quase oculto. Você não percebe, nem eu. Então achamos que estamos vivendo. Afinal, ninguém quer namorar porque o amor é um sentimento lindo. Trata-se de ficar bem consigo mesmo; uma tentativa - às vezes - frustrante de preencher um vazio. Você se convence de que a sua vida é pior que a de qualquer um. O que ninguém sabe é que o seu vizinho também acha a vida dele a pior. E todo o mundo acha (ou já achou). Porque são mínimas coisas que te enlouquecem. E mais uma vez, ninguém percebe. Decidir a que Deus servir, a que religião seguir. qual roupa usar qual postura adquirir. Meros rótulos. É a tal da esquizofrenia social te tomando. É se limitar à opinião alheia e seguir minunciosamente os passos de sabe-se-lá-quem. Quando eu era menor e aprendi o ciclo da vida, me perguntei o porquê de entre "nascer, crescer, reproduzir e morrer" não estava também o "viver". Talvez seja porque realmente não exista. Todos sobrevivemos. Claro, sem nunca estarmos satisfeitos. Estamos fadados a buscar algo que nos preencha completamente. Porém todas essas palavras são vãs, afinal, só saberei o que é a vida quando a muita idade me alcançar (não é à toa que os mais velhos são os mais sábios). Já dizia Vinícius de Moraes: "O próprio viver é morrer(...)", e quando eu finalmente descobrir o tal sentido, terei de partir.
Nenhum comentário:
Postar um comentário